Agora é lei. Bares, hotéis e
restaurantes de São Paulo não podem mais utilizar copos, pratos, talheres ou
quaisquer outros utensílios feitos de plástico descartável. Sancionada em
janeiro de 2020, a nova legislação concedeu a estes estabelecimentos o período
de um ano para que se adaptassem a uma normativa que entrou em vigor no
primeiro dia de 2021.
Quem descumprir pode ficar
sujeito a multas que variam de R$ 1mil a R$ 8 mil, e o estabelecimento pode até
ser fechado, caso seja reincidente pela sexta vez. Além de bares, restaurantes
e padarias, a lei deve impactar estabelecimentos como buffets infantis e hotéis
e tem como foco incentivar a reciclagem de materiais, fomentando a transição
para uma economia circular.
A lei determina que, a partir
de agora, os objetos usados nas refeições sejam feitos de materiais
biodegradáveis, compostáveis ou reutilizáveis. Isso se desdobra em um excelente
cenário para a Earth Renewable Technologies (ERT), que iniciou sua operação no
Brasil no ano passado e é o único produtor local de bio-compostos que atende à
nova legislação. Até 2025, a ERT terá capacidade de produção de 60 mil
toneladas/ano, para atender a toda a demanda nacional por compostáveis.
Com sede nos Estados Unidos e
no Brasil, a ERT tem como missão pioneira no país fazer do plástico
biodegradável e compostável uma solução viável para marcas e estabelecimentos
interessadas em substituir suas embalagens plásticas tradicionais, sejam elas
alimentícias, cosméticas, garrafas, canetas, vidros, talheres, copos, bandejas,
sacolas de compras, dispositivos médicos e não tecidos.
“Somos uma das principais
soluções de matéria-prima para o mercado dos compostáveis, o que significa que
a ERT é uma ótima solução para o problema dos descartáveis em São Paulo e para
o Meio Ambiente”, explica Kim Gurtensten Fabri, Chief Executive Officer (CEO)
da Earth Renewable Technologies.
Como está vedado o fornecimento
de produtos de plástico de uso único - como copos, canudos, sacolas, pratos e
talheres -, isso resulta na obrigatoriedade de adaptar toda a cadeia, desde a
produção dos bioplásticos, a sua transformação em produtos (os produtores de
talheres, copos, pratos, entre outros), passando pela sua distribuição e venda.
Trata-se de um mercado impressionante, que gerou mais de 11,3 milhões de
toneladas de resíduo plástico apenas em 2018. “Se considerarmos que 30% disto é
descartável, estamos falando de mais de 3 milhões de toneladas de demanda total
no Brasil”, pontua Emanuel Martins, Chief Operating Officer (COO) da ERT.
Essa legislação apenas reitera
a tendência de utilização de materiais biodegradáveis. “A Europa foi pioneira
ao abolir plásticos, seguida dos Estados Unidos, que estão aumentando
fortemente o banimento de plásticos, seguido de cada vez mais países. Isso abre
um campo de oportunidades para a ERT e também começa a abrir no horizonte um
cenário menos poluente e mais sustentável”, encerra Kim.
Sobre – A Earth Renewable
Technologies (ERT) foi fundada em 2009 com a missão de substituir embalagens
plásticas por matérias biodegradáveis. Patenteou a SFRP (Short Fiber Reinforced
Polymer), tecnologia pioneira capaz de modificar drasticamente a performance de
biopolímeros e entregar aplicações antes desconhecidas para estes materiais.
Desde então, a empresa vem apresentando ao mercado novas tecnologias,
revolucionando o mercado de biopolímeros e permitindo às empresas seguirem
verdadeiramente em direção a economia circular.